quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Documentações e Itens obrigatórios

Como se sabe, quando se vai à outro país, é necessário seguir a legislação de cada um deles, para essa viagem, pesquisei muito sobre os documentação e itens obrigatórios, e é realmente uma confusão, porque diferentes sites e blogs colocam diferentes informações.
Por via das dúvidas, entrei em contato com os Consulados para não ter problemas, e para minha surpresa, as informações também se desencontraram entre Consulados! Uma verdadeira baderna, como gosto daquela expressão "o seguro morreu de velho", preferi me cercar de todas as formas possíveis, evitando assim também aquela famosa propina dos policias corruptos caso fosse parado e não estivesse com tudo aquilo que poderia ser solicitado.

Segue a lista do que levei e com isso não tive nenhum problema.

- Carta Verde: seguro obrigatório para uso no MERCOSUL (NÃO é válido no Chile), Uruguai, Argentina e Paraguai obrigaram a contratação desse seguro. Você pode fazer a contratação em qualquer seguradora e até mesmo pela internet. No meu caso ele saiu por volta de R$ 200,00. Li em alguns sites que quando você contrata em cidades de fronteira sai mais barato, não arrisquei e também não conferi a informação.

- Soapex: é exatamente a mesma coisa que o Seguro Carta Verde, só que esse vale EXCLUSIVAMENTE para o Chile. Você pode contratar pela internet no site da HDI Seguros do Chile, paga com cartão de crédito e já é gerado a apólice para você levar. No meu caso ele saiu por R$ 40,00.

- Cambão: item OBRIGATÓRIO na Argentina e recomendado para Uruguai e Paraguai, é uma espécie de tubo de metal que é utilizado para rebocar o carro caso você precise. No mercado livre paguei R$ 150,00.

- 2 Triângulos: item OBRIGATÓRIO na Argentina e recomendado para Uruguai, Paraguai e Chile.

- Correntes para pneu - item OBRIGATÓRIO no Chile e Argentina, APENAS quando houver neve.

- Colete Refletivo - item OBRIGATÓRIO no Chile, caso fure o pneu, ou seu carro dê problema e você precisar sair do veículo, seu uso é obrigatório (Lei nova de 2017). Em Limeira paguei R$ 15,00

- Kit Médico - item OBRIGATÓRIO na Argentina, Chile e Uruguai, no Paraguai é recomendado. Comprei um pronto em Limeira por R$ 35,00. Mas você também pode montar com: gase, atadura, antisséptico, luvas, esparadrapo, bandaid, tesoura sem ponta e uma embalagem fechada para guardar.

- PID (Permissão Internacional para Dirigir): este item NÃO É OBRIGATÓRIO, mas é muito pedido pelos policiais corruptos, assim como a maioria das pessoas não tem, e para não aplicarem uma "multa", exigem pagamento de propina, ou seja, não é obrigado tirar a permissão, mas eles podem utilizá-la para tirar uma grande de você. Para evitar maiores problemas, eu fiz, quando um policial parava e eu apresentava todos os documentos junto  com a permissão, já passava aquela ideia de "deve ter tudo, nem vou perder tempo" e já era feita nossa liberação. Paguei R$ 275,00, fiz no Poupatempo.

- Insulfilme: é PROIBIDO sua utilização no vidro da frente, por mais claro que seja, no vidro de trás de das portas, é liberado até o 20%.

- Documento do Veículo - Se seu carro está quitado e você é o proprietário, basta apenas o documento que usamos normalmente no Brasil. Porém, se você vai viajar com carro que não é seu e o proprietário não estará junto, é preciso de uma declaração que a pessoa te autoriza a viajar com o carro, assinada e reconhecido firma. Se seu carro está FINANCIADO, é preciso pedir para sua financiadora uma declaração para uso do carro no exterior, e que esteja constando os países que você vai passar, junto com as datas.

- Faróis acesos: Isso já virou lei também no Brasil, mas em todos estes países é obrigatório o uso dos faróis baixos durante o dia quando transitar em rodovias. Não são aceitas luzes de led diurnas, faróis de neblina ou somente a lanterna.

- RG e Passaporte: Para esses 4 países, o RG é aceito para ingresso em cada um deles, porém se atente ao fato de que o documento precisa ser ORIGINAL, estar em BOM ESTADO de conservação e ter no máximo 10 anos que você tenha feito. Carteira de Habilitação ou outros documentos de registro no Brasil, NÃO são aceitos.

- Dirija sempre à direita: essa lei vale APENAS para o Chile, enquanto aqui no Brasil e nos outros países é normal ver carros trafegando nas duas faixas, quando a pista é dupla, no Chile, por lei, a pista da esquerda deve ser usada SOMENTE para ultrapassagem. A grande maioria dos motoristas seguem a risca.

Do restante é tudo bem parecido com o Brasil, respeitar os limites de velocidade, não transitar no acostamento, ultrapassagem somente em local permitido, não beber e dirigir, uso do cinto de segurança, enfim, tudo aquilo que já sabemos, aí é só aproveitar e curtir a viagem!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

20/01 - Londrina à Limeira

Acordamos cedo e após um ótimo café da manhã, já estávamos dentro do carro partindo em direção à Limeira. A partir deste ponto, as rodovias são no geral bem conservada, mas predominantemente simples e claro, com os pedágios mais caros da vigem, sim, inclusive mais caros que até o Chile! Uma vergonha o valor cobrado pelo serviço oferecido, é ridículo para dizer o mínimo, mas não tem o que fazer, o jeito é seguir viagem.
Chegando no estado de São Paulo existem muitas formas de se chegar até Limeira, optamos por seguir pelas rodovia Castelo Branco e foi uma escolha muito acertada, a estrada estava tranquila, pista boa, era só seguir o caminho.
Neste momento já vai dando aquele aperto no coração por saber que agora a viagem está realmente chegando ao fim, porém junto com isso, somos envolvidos por um sentimento de "dever cumprido" e de muito agradecimento por podermos ter vivido tudo isso. É uma alegria imensa lembrar de tudo aquilo que vivemos nos últimos 31 dias.
Nesse dia não há muito o que dizer, apenas agradecer novamente por tudo ter dado certo e em momento algum ficamos expostos à alguma situação de risco.
Limeira já pode ser vista no horizonte, viajar é tudo de bom, mas é melhor ainda quando você tem para onde voltar.
Chegamos em casa, tiramos a última foto.
Acabamos de concretizar a melhor coisa que fizemos em todas as nossas vidas.


19/01 - Salto del Guairá á Londrina

Após uma boa noite de sono, minha mãe já estava melhor e depois de um café da manhã bem mais ou menos, já estávamos com o carro arrumado para regressar ao Brasil, quase 30 dias depois. Sabíamos que antes de entrar em terras brasileiras, precisaríamos fazer a saída do Paraguai, mas acabamos saindo do país sem nem ver onde ficava a tal da aduana. Acabamos perguntando para alguns policiais brasileiros sobre o local, e com uma má vontade absurda, apenas nos mandou voltar e se informar no Paraguai, já no Brasil, retornamos para terras paraguaias e lá encontramos a aduana que é um prédio muito simples, que se você não olhar com atenção, passa direto, como fizemos. Acho que quase ninguém faz a saída do país, porque o funcionário que nos recebeu teve que ligar o computador para nos atender, acho que não esperam que as pessoas deem a saída.
Depois de feitos os trâmites, pegamos estrada rumo à Londrina e aqui deixo o aviso, as estradas do oeste do Paraná estão em PÉSSIMO estado de conservação, chega à ser ridículo, rotas super movimentadas, ligando cidades muito importantes com um asfalto sofrível, um descaso enorme e quando a rodovia melhora, continua em pista simples e com pedágios na casa dos R$ 20,00 um verdadeiro assalto. Somente próximo de Londrina que a rodovia se torna duplicada e o movimento continua intenso. Almoçamos em um restaurante no estilo country que achamos pelo caminho, mas como era tarde, estavam servindo apenas salgados, deu pra matar a fome e já voltamos para a pista
Em Londrina ficamos no Cedro Hotel, muito bom por sinal, quarto simples mas limpo, atendimento muito cordial e bem localizado. Como "perdemos" uma hora para retornar ao Brasil, e a estrada em grande parte te obriga à andar devagar, chegamos um pouco tarde na cidade. Minha mãe optou por tomar uma sopa no próprio hotel, então e a Marcela resolvemos sair para jantar, fomos comer no Koalla, restaurante japonês muito bem recomendado. A comida é boa, atendimento cordial, mas nada demais, não justificou o preço, nem muito menos o número de elogios.
Hora de voltar para o hotel, descansar e no dia seguinte, chegamos em casa.

18/01 - Assunção à Salto del Guairá

Este dia começou conturbado, eu já havia ficado ruim no dia anterior com sintomas de virose e nessa manhã minha mãe estava péssima (todo cuidado é pouco com alimentação no Paraguai), nem tomou café, então eu a Marcela comemos rápido para partimos em direção à Salto. Com o carro arrumado e preocupado com a minha mãe, pegamos a estrada e no Paraguai todas as pistas que passamos eram simples, mas em estado bom de conservação, o que nos chamou a atenção foi o grande número de comandos policiais pelo caminho, fomos parados em todos eles, mas no geral os policiais foram cordiais e educados com exceção de um ou outro mais mal humorado e grosso, em quase todas as paradas policiais foi solicitada a Carta Verde, além é claro da habilitação e documento dos veículos. O Paraguai foi o único país que pediu essa documentação.
Parando várias vezes por causa da minha mãe, demoramos um pouco mais que o esperado para chegar e a ideia era que chagássemos cedo em Salto para ir em algum dos famosos shoppings que existem lá. 
Chegando na cidade, fomos direto para nosso hotel, ficamos no Elizabeth, boas instalações e com preço razoável. Nos arrumamos no quarto, minha mãe preferiu ficar descansando, então eu e Marcela fomos ao shopping Mapy, que segundo as recomendações da internet possuía o preço um pouco mais alto, porém compensava pela diversidade, atendimento e tranquilidade. Foi uma boa escolha, mas os preços realmente não são muito atrativos, como chegamos no shopping por volta das 15:00 e o comércio fecha muito cedo às 18:00, não conseguimos percorrer com calma todos os corredores, mas o que nos chamou muito a atenção foi o preço muito baixo de bebidas, algumas delas custando quase a metade do preço do Brasil. Compramos algumas coisas, porcariadas em geral, e já estava na hora de fechar, o legal é que ali também se encontra uma praça de alimentação que funcionava até mais tarde, comemos no Burger King e um combo do Wooper saiu por volta de R$ 18,00.
Pra variar, o tempo estava muito quente, então voltamos para o hotel para ver como minha mãe estava e também descansar, no dia seguinte voltaríamos ao Brasil.

17/01- Assunção

Acordamos cedo para dar uma volta na Rua Palma e nesse dia minha irmã iria embora, pois precisava chegar antes do que nós por causa do trabalho. Tomamos café da manhã no hotel, simples sem nada demais, e já partimos para o centro, antes demos uma volta pela orla, vimos a sede do governo, chamado Palácio de los López, e outros prédios históricos, mas achamos os locais meio inseguros e sem lugar para estacionar, resolvemos seguir nosso caminho.
A rua é muito fácil de ser achada, fica bem no centro da cidade e o mais difícil é achar lugar para parar, um estacionamento foi a melhor opção. De fato se encontra de tudo nessa rua, desde grandes lojas com produtos originais e caros, até dezenas de camelôs espalhando seus produtos pelo chão. Os preços não são muito atrativos, a maior parte das coisas é cara ou o mesmo preço daqui, barato mesmo só "muambas". Ali existem muitas casas de câmbio, mas o real é bem aceito, porém com uma cotação pior, se tiver dólares, ali é um bom lugar para se gastar. Achamos ali também o McDonald's mais barato da viagem, o combo do Big Mac saiu por aproximadamente R$ 15,00.
As meninas gostaram muito de uma loja chamada Unicentro, uma tipo loja de departamentos, onde se acha de tudo um pouco, segundo elas o preço estava bom, principalmente para coisas de decoração de casas. Após algumas compras já estava chegando na hora do voo da Camila, então partimos para o Aeroporto. Um detalhe, o asfalto em Assunção é sofrível, por isso, muita calma para preservar o carro hehe. O trânsito estava carregado e o GPS se perdeu um pouco, aparentemente havia ocorrido algumas obras pelo caminho e ele ainda não estava bem atualizado, porém após alguns erros pelo caminho conseguimos chegar. O aeroporto de Assunção é pequeno e simples e no caminho se passa pela sede da Conmebol, onde li que tem até um museu interessante, mas ninguém animou entrar, ainda mais com o calor descomunal que fazia. O melhor à se fazer era voltar para o apartamento, descansar no ar condicionado e dar uma volta mais tarde.
Apesar de ser de noite, o calor úmido continuava, combinamos de ir no mercado comprar algumas porcariadas para levar no próximo dia de viagem. Aproveitamos e compramos também algo para jantar, e já voltamos para o apartamento para comer e descansar, a partir deste ponto da viagem, a canseira veio com força e o tempo contribuiu muito pra piorar. Amanhã é dia de chegar em Salto del Guairá.

16/01 - Resistência à Assunção

O planejamento inicial era voltar direito ao Brasil depois de sair de Salta, mas após ler em vários blogs e no Fórum dos Mochileiros relatos de pessoas falando bem de Assunção, resolvemos arriscar e se nada desse certo, faríamos umas comprinhas pelo menos.
Café tomado (fraco por sinal), arrumamos o carro, já caímos na estrada, um dos poucos pontos positivos do hotel era o fato dele ficar ao lado da rodovia. Pegamos estrada rumo à Assunção, pista simples, mas bem conservada, movimento tranquilo e logo estávamos chegando na aduana.
Nossa "ideia" de Paraguai é aquela que a maioria dos brasileiros tem, principalmente quem já foi em Ciudad del Este, uma muvuca interminável, tudo muito sujo, pirataria, camelos, gente tentando te vender alguma coisa o tempo todo, enfim, aquela visão clássica, mas ao chegar na aduana Paraguaia fomos surpreendidos, apesar do prédio simples, do intenso movimento e do aparente caos, um funcionário (pensamos isso quando vimos, estava até de crachá) já veio nos orientando sobre onde parar o carro, onde ir nas cabines, muito educado e solícito, logo ficamos impressionados, não tivemos um atendimento desses em nenhum lugar que passamos, nem no Chile.
Continuamos à fazer os trâmites, sempre com a cordialidade do "nosso" funcionário particular nos auxiliando e também outras pessoas. A última parada foi na conferência de documentação do veículo e essa foi a primeira vez que pediram para ver o Seguro Carta Verde, nós tínhamos tomado cuidado com todos estes detalhes, então ficamos tranquilos. Após a conferência, um outro funcionário disse que nos acompanharia para ver o veículo, tudo normal. Chegando no carro, ele disse que nem ia pedir para abrir, que viu que nós eramos "gente boa", e já ia nos liberar, porém, neste momento tudo o que havíamos construídos de bom sobre o Paraguai, desmoronou, o funcionário que nos acompanhou até o carro pediu uma "caixinha", segundo ele, "qualquer R$ 100,00 tá certo". Um absurdo! Neste momento a vontade de explodir foi grande, mas honestamente, o que adiantaria? Com certeza ficaríamos parados ali o dia inteiro por "pirraça" e no final, só nós é que perderíamos, depois de quase 30 dias viajando e quase derretendo no calor Paraguaio, eu acabei pagando R$ 50,00 para evitar confusão. E aqui deixo uma DICA IMPORTANTE: sempre que você for fazer alguma conta, use o seu celular ou calculadora, fiz um pequeno câmbio na aduana pois havia um pedágio antes de chegar em Assunção e o cara com uma calculadora, fez os cálculos na minha frente e conseguiu me enganar, inacreditável, só me dei conta quando já estava à quilômetros, até na calculadora eles conseguem nos enganar.
Após o pagamento da caixinha, ao menos conseguimos cortar uma fila grande que estava formada na aduana, não gosto dessas coisas, e sou completamente contra esse tipo de atitude, mas ali, eu não vi outra coisa a se fazer. Aparentemente todos os funcionários estão dentro do esquema. Toda aquela boa sensação de quando chegamos, já tinha ido embora.
Chegando em Assunção, eu tive a sensação de estar entrando na Índia, um movimento infernal, leis de trânsito não existem, setas também não, preferencial, nada... Só faltou uma vaca atravessar as avenidas. Nosso GPS funcionou bem novamente e chegamos no hotel com tranquilidade, ficamos no Acosta Ñu Apart Hotel, não fica no centro, mas é de fácil acesso, num lugar tranquilo e seguro, hotel simples, com atendimento codial. Arrumamos nossas coisas e fomos explorar um pouco a cidade para ver se tirávamos aquela sensação horrível que tivemos do Paraguai.
Fomos Shopping del Sol para ver se realmente os preços eram bons como diziam e de fato algumas coisas são bem baratas, mas a maioria é parecido com o do Brasil. Aproveitamos para almoçar por ali mesmo e a alimentação é muito barata, compensa bem.
Como o cansaço da viagem estava meio que se acumulando cada vez mas, resolvemos voltar para o hotel e descansar o restante do dia, tanto que acabamos pedindo algo para comer ali mesmo.
No dia seguinte iríamos para a famosa Rua Palma, onde diziam que se encontrava de tudo, vamos conferir.

15/01 - Salta à Resistência

Após uma boa noite de sono, acordamos bem cedo para cairmos na estrada, pois nesse dia rodaríamos cerca de 10 horas até Resistência. Como nesse dia não tínhamos programado nada, à não ser percorrer muitos quilômetros, já começou bater aquela "depressão" de fim de viagem, fora o cansaço acumulado de 25 dias rodando por aí.
Café tomado, carro arrumado, seguimos nosso caminho. A rodovia que vai até Resistência é quase toda simples, com pequenos trechos duplicados, o movimento é intenso em algumas partes, principalmente perto de cidades. Porém, o que vale a pena destacar é o estado do asfalto, no geral é ruim, mas no trecho entre Toloche e Monte Quemado, ele chega à ficar quase intransitável, andando à 10 km/h, desviando de um buraco grande para cair em um pequeno, muito ruim mesmo. Após passar Monte Quemado ele começa a melhorar, mas a atenção ainda tem que ser redobrada, somente próximo de Pampa del Infierno ele começa a realmente ficar bom, neste trecho existem muitas obras de melhorias na pista.
Por causa do estado de conservação do asfalto, acabamos demorando mais que o esperado, além disso, cidades grades ou médias são muito raras em todo o trajeto, postos na maioria das vezes só aceitam pagamento em dinheiro ou cartão VISA, o MasterCard não é bem aceito. Deixamos para almoçar em Presidência Saenz Roque Peña, uma das maiores cidades encontradas no trajeto, porém é incrível como eles "respeitam" a sesta depois do almoço, a cidade estava completamente morta, parada, com todos os comércios fechados, chega a ser inacreditável, nem supermercados grandes estavam funcionando. O jeito foi se virar com algumas porcariadas que tínhamos no carro pra dar aquela enganada.
Chegamos em Resistência por volta das 19:00, ficamos hospedados no Hotel Del Pomar, uma mansão que foi transformada em hotel. O prédio é muito bonito, mas quando se entra, se entende porque o preço é relativamente em conta, extremamente mal cuidado, além de funcionários muito mal educados, aquela combinação perfeita que derruba qualquer lugar. O quarto era muito espaçoso, um banheiro enorme, com hidromassagem, completo, mas como tudo no hotel, muito mal cuidado. Deixamos as coisas no quartos e partimos em busca de algo para comer, e descobrimos que cartão é algo que não se aceita nessa cidade. Passamos em mais de 10 comércios, alguns grandes e super movimentados, pagamento somente em dinheiro e como estávamos para deixar a Argentina, tínhamos poucos pesos conosco, não dava para uma refeição para nós 4, por sorte passamos por um shopping e resolvemos arriscar. Foi o nosso achado, acabamos comendo uma massa tipo Spoletto, preço bom e comida razoável, para nosso jantar estava ótimo após um dia cansativo e exaustivo. Agora era hora de ir dormir para chegarmos no Paraguai no próximo dia.